Agrupamentos solidários a Cuba nos EUA fecha conferência anual

Seattle, EUA, 22 out (Prensa Latina) A Rede Nacional de Solidariedade a Cuba (NNOC) concluirá hoje aqui sua conferência anual com o planejamento de estratégias e novos projetos que promovam o fim do bloqueio e a aproximação à ilha caribenha.

Nesta segunda jornada do evento de dois dias, as organizações que integram o movimento continuarão a apresentação dos relatórios sobre o trabalho realizado nos últimos meses e as novas ideias para gerar ações a nível estatal e local.

A véspera, na abertura do encontro no Conselho Trabalhista do Estado de Washington, integrantes de agrupamentos de Indiana, Illinois, Massachusetts, Montana, Nova York e o território sede, bem como da cidade canadense de Vancouver, ratificaram a vontade de continuar a defesa da ilha.

Como parte das atividades de evento se aprovou a adesão de dois novos coletivos: o Seminário de Estudo de Cuba da Igreja Unida de Cristo na cidade de Greensboro, Carolina do Norte; e CUBAmistad, de Bloomington, Indiana.

A solidariedade a Cuba é agora mais importante que nunca, sobretudo nos momentos difíceis que enfrenta o processo de normalização de relações com os Estados Unidos, manifestou neste sábado Miguel Fraga, primeiro secretário da Embaixada de Cuba em Washington DC.

O servidor público realçou que graças ao trabalho das organizações da NNOC, várias cidades e estados aprovaram resoluções a favor do levantamento do bloqueio econômico, comercial e financeiro mantido por este país contra a nação vizinha há mais de 55 anos.

Durante a jornada efetuou-se um painel sobre as restrições que impõe o governo estadunidense às viagens de seus cidadãos à ilha e a proibição que lhes impede a visitar como turistas.

Assim mesmo dois graduados da Escola Latino-americana de Medicina (ELAM) de Havana destacaram sua experiência nesse centro de altos estudos, o caráter humanista da preparação obtida nele e o modo em que Cuba defende a saúde como um direito.

Um dos regressados, Abraham Vela, expressou a necessidade de levar a realidade da maior das Antilhas às pessoas mais jovens, nas secundárias e nas universidades norte-americanas.

Se ninguém me tivesse falado da ELAM, nunca teria ido ali, se podemos anunciar mais o programa, há muitos jovens que pudessem ser beneficiados, considerou sobre a iniciativa que lhe permitiu cursar estudos de forma gratuita.

Pela noite as atividades da conferência transladaram-se à Igreja Batista A Nova Esperança de Seattle, onde membros das organizações participantes e pessoas da comunidade exigiram o levantamento do cerco e das limitações de viagens.

Nesse espaço a diretora de América do Norte do Instituto Cubano de Amizade com os Povos, Sandra Ramírez, destacou que inclusive nos momentos mais difíceis entre os dois países, muito antes de que se restabelecessem as relações diplomáticas, sua entidade teve vínculos com pessoas solidárias nesta nação.

Durante a atividade noturna os participantes alçaram suas vozes ao grito de ‘Cuba sim, bloqueio não’ e ‘Viva Cuba’, e também se uniram às canções em honra à ilha que interpretou o Conjunto de Ação do Coro da Paz de Seattle.