Denunciarão em Venezuela persistência de bloqueio dos EUA a Cuba

Caracas, 25 out (Prensa Latina) O embaixador cubano em Venezuela, Rogelio Polanco, denunciará hoje a guerra econômica dos Estados Unidos contra o país caribenho que tem provocado danos valorizados em 822.2 bilhões de dólares.
Esta cifra tem em conta determinados parâmetros internacionais como a depreciação do dólar, mas a preços correntes a política genocida ocasionou em quase seis décadas prejuízos por mais 130.1 bilhões de dólares, de acordo com um relatório que apresentará o diplomático cubano.

A resolução 71/5 ‘Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos de América contra Cuba’, atualiza o impacto negativo no aspecto econômico e social dessa arma política no país caribenho.

O documento reflete com argumentos as afetações da aplicação do cerco econômico e financeiro de abril de 2016 a junho de 2017, em cujo período as perdas a Cuba se quantificaram em 4.3 bilhões de dólares, além de sérios danos no setor da saúde, a educação e os direitos humanos dos cubanos.

Segundo estimativas realizadas pelo Ministério de Economia e Planejamento de Cuba, o país requer no mínimo de dois mil milhões de dólares de investimento estrangeira direta anual para atingir seu desenvolvimento econômico.

Em outras palavras, o custo do bloqueio anual representa para Cuba ao redor do duplo do necessário para o desenvolvimento total desse sector estratégico, significa o documento.

Também aponta a resolução que em 16 de junho de 2017, o presidente de Estados Unidos, Donald Trump, assinou o ‘Memorando Presidencial de Segurança Nacional sobre o Fortalecimento da Política dos Estados Unidos para Cuba’ para recrudescer o bloqueio.

Com esse objetivo, Trump anunciou outras medidas coercitivas contra a nação caribenha e dispôs a revogação de outras adotadas pelo seu antecessor, Barack Obama, que tinham flexibilizado aspectos relacionados com as viagens e o comércio.

Ademais, repudia a continuidade do caráter extraterritorial da medida, que sanciona a empresas ou pessoas, que comerciem com Cuba ou visitem a seu humano e solidário povo.

Cuba apresentará a referida resolução o primeiro de novembro ante a Assembléia Geral de Nações Unidas, onde em 25 ocasiões tem recebido a aprovação da comunidade internacional por qualificar o bloqueio como um ato de genocídio.

Fonte: Prensa Latina

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