A vergonha de não conhecer a história

Por Arthur González.

Meio dia de 1 de novembro de 2017, dia memorável para o povo cubano, ao obter um total apoio do mundo contra o criminoso bloqueio econômico, comercial e financeiro, imposto pelos Estados Unidos há quase 60 anos. Recorde na era moderna de resistência de uma pequena ilha do Caribe, contra a potência imperialista mais poderosa do planeta terra.

Na sessão da Assembleia Geral da ONU para debater e votar a favor do projeto de resolução apresentado por Cuba contra esse Bloqueio, a nota mais vergonhosa foi de Nikki Haley, embaixadora dos Estados Unidos, ao demonstrar sua total ignorância da história, culpa do sistema de seu país que oculta a seus cidadãos a verdade, quando esta não lhes favorece.

Dentre as barbaridades que disse a embaixadora, está sua afirmação de que os problemas econômicos de Cuba são por causa de seu sistema e não por causa do bloqueio e que, se os Estados Unidos o eliminassem, tudo continuaria igual porque o governo revolucionário é o único responsável.

É triste ver a uma pessoa desse nível falar sem o menor conhecimento dos próprios documentos do país que representa.

Para alfabetizar historicamente essa senhora basta citar alguns conceitos de planos de Estados Unidos, que não lhes ensinam aos servidores públicos do Departamento de Estado, nem aos cidadãos comuns.

Memorando de J.C. King, Chefe da Divisão do Hemisfério Ocidental, para o diretor da CIA. 11 de dezembro de 1959:

Os objetivos dos Estados Unidos.
“A derrota de Castro no prazo de um ano e sua substituição por uma Junta que seja do agrado dos Estados Unidos, a qual convocará eleições seis meses após sua chegada ao poder.

Apoiar a grupos opositores a favor de Estados Unidos… para estabelecer pela força uma área controlada desde Cuba.

Como conclusão de dito memorando propõe:

Deve-se dar uma cuidadosa atenção à eliminação de Fidel Castro. Nenhum dos que estão próximos a Fidel, como por exemplo seu irmão Raúl e seu colega Che Guevara, têm o mesmo carisma sobre as massas. Muitas pessoas bem informadas consideram que o desaparecimento de Fidel aceleraria grandemente a queda do governo atual.”

Memorando do Subsecretario de Estado para Assuntos Iberoamericanos dos EE.UU. Lester D. Mallory. 6 de abril de 1960:

…”O único meio previsível que temos hoje para afastar o apoio interno à Revolução é através do desencanto e o desalento baseado na insatisfação e nas dificuldades econômicas. Deve ser utilizado prontamente qualquer meio concebível para debilitar a vida econômica de Cuba. Negar-lhe dinheiro e fornecimentos para diminuir os salários reais e monetários, a fim de causar fome, desespero e a deposição do governo.”

Programa de ação encoberta contra o regime de Castro. 17 de março de 1960:

Objetivo: “O propósito do programa aqui exposto é provocar a substituição do regime de Castro por um que corresponda melhor aos verdadeiros interesses do povo cubano e seja mais aceitável para Estados Unidos.
O primeiro requisito é criar uma oposição cubana responsável, atraente e unificada ao regime de Castro, que se declare publicamente como tal…”

Projeto Cuba, Operação Mangosta. 18 de janeiro de 1962:

Objetivo:” O objetivo de EE.UU. é ajudar aos cubanos a derrocar o regime comunista em Cuba e instaurar um novo governo com o qual Estados Unidos possa viver em paz.
A ação política será apoiada por uma guerra econômica que induza o regime comunista a fracassar em seu esforço por satisfazer as necessidades do país, as operações psicológicas acrescentarão o ressentimento da população contra o regime, e as de tipo militar darão ao movimento popular um arma de ação para o sabotagem e a resistência armada em apoio aos objetivos políticos.”

Memorando do Chefe de a Junta de Chefes do Estado Maior, Geral L.L. Lemnitzer, dirigido ao Secretário de Defesa. 13 de março de 1962:

“Contém 9 medidas com seus anexos, que servissem como pretexto para justificar a intervenção militar dos Estados Unidos em Cuba.”

A lista é bem ampla e se a embaixadora dos Estados Unidos as estudasse, se daria conta do ridículo que fez hoje ante o mundo.
O resultado, outra derrota esmagadora para os Estados Unidos, algo que sua prepotência não lhes permite compreender.

Visionário foi José Martí quando assegurou:

“As árvores têm-se de pôr em fila, para que não passe o gigante das sete léguas”

Fonte: https://heraldocubano.wordpress.com/…/la-verguenza-de-no-c…/

 

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