EUA anuncia novas restrições às viagens e comércio com Cuba

O governo estadunidense anunciou hoje maiores restrições para os norte-americanos interessados em fazer negócios com Cuba e viajar à ilha caribenha, em cumprimento do memorando presidencial que reverte importantes aspectos da aproximação entre ambos os países.

WASHINGTON.—O governo estadunidense anunciou mais restrições para os norte-americanos interessados em fazer negócios com Cuba e viajar à ilha caribenha, em cumprimento do memorando presidencial que reverte importantes aspectos da aproximação entre ambos países.

Os departamentos de Estado, Comércio e Tesouro dvulgaram a adoção de “ações coordenadas” para implementar o documento assinado pelo presidente Donald Trump em 16 de junho passado em Miami, Flórida, as quais incluem vetar os estadunidenses de fazer transações com mais de 180 entidades da nação caribenha.
Ainda mais, obriga a que todas as viagens educativas não acadêmicas “povo a povo “ se realizem sob os auspícios de uma organização que esteja sujeita à jurisdição de Estados Unidos.

De acordo com o comunicado, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro e o Escritório de Indústria e Segurança do Departamento de Comércio anunciam emendas ao Regulamento de Controle de Ativos Cubanos e às Regulações de Administração de Exportações.

Tais passos, segundo o texto, implementam mudanças ao programa de sanções a Cuba anunciado pelo mandatário republicano em junho, quando decidiu apagar muitos dos passos dados para a ilha por seu antecessor, Barack Obama (2009-2017).
As mudanças, que incluem medidas complementares do Departamento de Estado, entrarão em vigor a partir desta quinta-feira (9), quando serão publicadas no Registro Federal.

Como parte dos mesmos se publicou uma lista de entidades e subentidades restringidas, que será publicada e atualizada periodicamente, a qual compreende empresas vinculadas às Forças Armadas Revolucionárias e os serviços de inteligência e segurança da ilha.

“As pessoas sujeitas à jurisdição dos Estados Unidos agora serão proibidas de realizar certas transações financeiras diretas” com tais instituições, entre elas mais de uma centena de hotéis, marinhas e lojas.

Em termos de viagens, já não serão autorizadas as visitas educativas individuais não acadêmicas, e quem vá à ilha sob o auspicio de uma organização deverá estar acompanhado por um representante da mesma, entre outras restrições.
As medidas, que chegam justo uma semana após 191 dos 193 países da ONU condenarem o bloqueio imposto por Washington à ilha há mais de meio século , também emenda a definição de servidores públicos proibidos do Governo de Cuba para incluir certos indivíduos adicionais.

O anúncio das restrições ocorre, além disso, no momento em os que numerosos setores econômicos, acadêmicos e comerciais de Estados Unidos estão interessados em ampliar os vínculos com a nação antilhana, e quando pesquisas mostram que a maioria dos norte-americanos é favorável ao fim do cerco.

REAÇÃO INTERNACIONAL

O senador democrata Patrick Leahy considerou como uma reminiscência da Guerra Fria as novas restrições anunciadas pelo Governo estadunidense para os norte-americanos interessados em fazer negócios com Cuba e viajar ao país caribenho.

Segundo o legislador pelo estado de Vermont e promotor da aproximação entre sua nação e a ilha antilhana, as medidas são as que “se esperariam de um governo totalitário paranoico, não de uma democracia como a nossa”.
A hipocrisia dos ideólogos da Casa Branca é evidente, sustentou Leahy em um comunicado, que também usou os qualificativos de onerosas e mesquinhas para se referir às disposições.

Também manifestou que Cuba não representa a menor ameaça para Estados Unidos.
Estas novas regulações prejudicarão os empresários e o povo cubano ao desestimular os estadunidenses a viajar para lá, concluiu.

Por outro lado, Collin Laverty, presidente de Cuba Educational Travel, um grupo organizador de viagens à maior das Antilhas, expressou que as restrições servem para aplacar a uma minoria decadente no sul de Flórida, e prejudicam os trabalhadores e as famílias estadunidenses e cubanas.

O Conselho Nacional de Comércio Exterior (NFTC) de Estados Unidos considerou por sua vez equivocadas as novas restrições da administração Trump.

De acordo com a organização fundada em 1914, que oferece serviços a centenas de empresas em atividades relacionadas com política comercial e fiscal, as limitações impostas às empresas estadunidenses para fazer negócios com o país caribenho são contraproducentes.

Através de um comunicado, o vice-presidente do NFTC, Jake Colvin, manifestou que restringir as companhias de participação na Zona Especial de Desenvolvimento Mariel impede que os estadunidenses participem de uma atividade econômica potencialmente benéfica para os trabalhadores e o povo cubano.
A declaração também apontou que só permitir as chamadas viagens “povo a povo “ como parte de estâncias auspiciadas por uma organização limitará o contato que os estadunidenses possam ter com os cubanos na ilha.
Indicou que estas restrições prejudicarão os trabalhadores por conta própria e os donos de moradias particulares que oferecem serviços de alojamento, que fazem parte do setor privado que a administração de Donald Trump diz apoiar.
Para o NFTC, as medidas divulgadas nesta quarta-feira, e que entrarão em vigor na quinta-feira (9) , serão confusas para os viajantes e requererão recursos significativos do governo dos Estados Unidos para seu cumprimento.

Fonte: Granma

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