Homenagem na África do Sul a líder histórico da Revolução Cubana

Pretoria, 19 nov (Prensa Latina) Uma sentida homenagem ao líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro, presidido pela candidata à presidência do Congresso Nacional Africano (ANC) Nkosozana Dlamini Zuma, celebrou-se nesta capital em ocasião do primeiro aniversário de seu falecimento.
Ao ato organizado pela Liga das Mulheres do ANC, que se estendeu até a meia-noite, assistiram numerosos dirigentes do partido dirigente, sul-africanos que estudaram em Cuba, representantes do corpo diplomático e uma delegação que preside o Herói de Cuba Antonio Guerreiro.

Coros da Liga de Mulheres cantaram e dançaram nesta atividade onde foram destacados os históricos laços entre África do Sul e Cuba, que se remontam aos anos da luta contra o apartheid e que se refletem atualmente em uma ampla colaboração em saúde, construção, recursos hidráulicos, educação e no setor militar.

Conduzido pela ministra de Turismo e dirigente da Liga de Mulheres do ANC, Tokozile Xasa, na atividade falaram os ex-alunos sul-africanos em Cuba, o médico Mzu Noduita e o vice-presidente da Associação de Amizade África do Sul Cuba, Clever Banganay, que falaram de suas experiências como estudantes e elogiaram a Fidel Castro por ter essa oportunidade.

Também intervieram o embaixador cubano Carlos Fernández de Cossío e Antonio Guerreiro.

Como colofón, Dlamini Zuma, uma veterana política ex-ministra da Saúde, Relações Exteriores e do Interior que presidiu a União Africana até princípios deste ano para se converter na primeira mulher a dirigir essa organização continental, compartilhou com os assistentes suas experiências com o líder cubano.

A candidata à presidência do ANC, que se decidirá na Conferência Nacional da organização em dezembro próximo, se referiu a sua participação em 1978 no Festival Mundial da Juventude e os Estudantes celebrado em Havana e sua impressão ao conhecer que inclusive as crianças dessa ilha país sabiam a respeito do apartheid.

Falou de seu encontro com Fidel Castro em 1998, quando visitou África do Sul em momentos em que ela ocupava a carteira de Saúde Pública, e o interesse do Comandante em Chefe em ajudar a esta nação nesse setor com o envio de médicos, bem como a importância de que jovens desta nação estudassem em Cuba essa carreira.

Dlamini Zuma, que assistiu aos funerais de Fidel Castro no passado ano, citou frases históricas do desaparecido líder vinculados com o conceito de revolução e sobretudo ao que deve ser feito para mudar tudo o que deve ser mudado.

Acho que podemos aprender muito dos ensinamentos de Fidel Castro e dos cubanos porque temos que mudar o que é necessário para enfrentar a pobreza e tudo o que fica por fazer na África do Sul em favor do povo, agregou.

Elogiou a prioridade que tem dado o governo revolucionário de Cuba desde o triunfo de 1° de janeiro de 1959 a dois setores vitais como educação e saúde pública e como em poucos anos dos três mil médicos existentes a cifra se elevou a 70 mil. Também sublinhou os avanços na educação, que é gratuita e está ao alcance de todos os cubanos.

Destacou a solidariedade de Cuba com a luta contra o apartheid na África do Sul e sua decisiva participação na guerra de Angola, cujos seus resultados impactaram positivamente na África Austral, em particular na Namíbia -que atingiu sua independência em 1989- e cinco anos mais tarde com a celebração das primeiras eleições democráticas que acabaram com o regime de segregação racial em seu país.

A dirigente sul-africana, quem sempre se referiu a Fidel Castro com carinho e reverência, recordou os vínculos amistosos entre o líder revolucionário cubano e o primeiro presidente sul-africano Nelson Mandela, um dos principais dirigentes do movimento antiapartheid, e a seus encontros em Cuba e África do Sul.

Menção aparte teve para as constantes agressões mantidas pelos Estados Unidos contra essa ilha desde o triunfo revolucionário e ao bloqueio econômico, financeiro e comercial por mais de meio século.

Por sua vez, o embaixador Fernández de Cossío afirmou que os cubanos e os africanos conhecem que a participação solidária de centenas de milhares de cubanos voluntários em Angola por volta de 14 anos conduziu à derrota militar das tropas do apartheid no sul dessa nação vizinha e ajudou a preparar o terreno para a independência de Namíbia e a derrota do regime racista na África do Sul.

A capacidade de uma pequena nação como Cuba do outro lado do oceano Atlântico de influenciar de modo significativo a história da África Austral não pode ser explicada sem considerar a liderança extraordinária de Fidel Castro, acrescentou o Embaixador.

Durante a atividade Antonio Guerreiro foi cumprimentado afetivamente pelos assistentes, a quem agradeceu a ativa participação da África do Sul na campanha internacional de reclame à liberdade dos Cinco Heróis, encarcerados injustamente nos Estados Unidos.

Antonio Guerreiro, junto com Gerardo Hernández, Ramón Labanhino, Fernando González e René González foram detidos por prevenir ações violentas que eram impulsionadas por grupos terroristas desde território estadunidense contra a ilha.

Fonte: Prensa Latina

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