Hoje penso em Fidel

Em horas da manhã o membro do Bureau Político do Partido e primeiro-vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Diaz-Canel Bermúdez, exerceu seu direito de votar no Colégio Eleitoral no. 3 da Circunscrição 57, no Município Playa. Durante declarações à imprensa, Diaz-Canel asseverou que esta jornada eleitoral se lota de emoção, sobretudo, para os revolucionários, já que se realiza um dia depois de comemorar o 1º aniversário da desaparição física do Comandante Fidel Castro.

«Entre delegados capazes elegemos o melhor, mas também votamos pela Revolução, a Pátria, o socialismo e por tudo o que aspiramos como nação. Um dia como hoje, eu penso em Fidel. É uma jornada inesquecível e a significação, inclusive, vai-se além do voto e se junta aos sentimentos e o legado de Fidel», asseverou.

O primeiro-vice-presidente comentou acerca de sua experiência no ato que prestou homenagem Fidel na noite do dia 24 de novembro, na Universidade de Havana. Reconheceu a satisfação de trocar com os jovens e sentir o compromisso da juventude cubana para defender e perpetuidade da presença de Fidel em nossa sociedade.

«Após descer a escadaria percebi que hoje, o povo daria uma resposta massiva, porque as pessoas assistem também por Fidel. Ele explicou que este é o sistema que devíamos defender, apesar de que também temos que aperfeiçoa-lo, procurar que tenha mais vitalidade. Estes delegados pelos que estamos votando hoje são os que temos que defender e apoiar, e conseguir que as administrações, o trabalho comunitário, a participação e a solução dos problemas sejam mais efetivas», acrescentou Miguel Diaz-Canel Bermúdez.

VOTAR É UMA EXPRESSÃO PARA EXERCER NOSSA DEMOCRACIA

Photo: Juvenal Balán

Nesta jornada o povo cubano vota pelos delegados para integrar as Assembleias Municipais, pessoas que depois podem ser eleitas para a Assembleia Provincial e também como deputados. Acerca deste tema, o primeiro-vice-presidente insistiu na valia dos delegados.

«São pessoas modestas, humildes e trabalhadoras que representam o povo e que foram eleitas e nomeadas pelo povo. Aqui, neste colégio, elegemos entre duas pessoas muito capazes: uma profissional que nestes anos exerceu como delegada na Assembleia Municipal, com uma boa gestão; e outro jovem do Ministério do Interior, que se destaca por sua responsabilidade e que apoiou muito à comunidade após a passagem do furacão. Esses são os verdadeiros méritos que reconhecemos nas pessoas», destacou.

Quando exercemos o voto, acrescentou, estamos por uma parte aplicando um direito soberano que nos dá nosso sistema político, nossa Constituição; um direito que para muitos é negado no mundo, mas também o realizamos com a convicção de cumprir com um dever de cidadão e revolucionário.

Neste dia de eleições, disse Diaz-Canel, enviamos uma mensagem ao mundo de um povo unido, que não se sujeita nem à envergadura das afetações que pode provocar um furacão, e este é outro dos significados desta eleição. Desenvolvemos uma enorme jornada de trabalho na recuperação deste fenômeno meteorológico e isso não impediu a convocatória para desenvolver esta jornada. Também é uma mensagem para aqueles que querem mudar a Cuba e impor-lhe coisas.

«Somos um povo que decidiu há muito tempo seu destino, soberania e estamos aqui demonstrando-lo, por isso insisto que votar vai além de eleger o delegado da Assembleia. Este é um processo de continuidade. Há muitas pessoas jovens nomeadas. Eu creio na continuidade e tenho a certeza de que sempre a teremos».

VOTAÇÕES E RELAÇÃO CUBA-ESTADOS UNIDOS

O tema das relaciones entre Cuba e os Estados Unidos também foi referido pelo primeiro-vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros.

«As relações entre Cuba e os Estados Unidos são assimétricas. Não foi o povo cubano nem o governo quem tentou impor condições ao governo e o povo norte-americano. Nós não impusemos bloqueio nem atacamos a ninguém. Simplesmente realizamos uma revolução e defendemos. Eles nos bloquearam e impuseram uma relação que não se fundamenta no respeito mutuo.

«O presidente Obama tentou de reconstruir essa relação, deram-se passos para avançar. No primeiro lugar com o reatamento das relações e posteriormente em uma normalização que como dizemos não será possível até que não se ponha fim ao bloqueio, o cesse dos planos subversivos, e a devolução do território da base naval em Guantánamo. Demonstrou-se que podíamos ter uma relação de convivência, de respeito e cooperação. Avançamos em relação a temas de perspectivas comuns, e agora, surge uma administração que tenta de acirrar o bloqueio e obstaculizar esse caminho. Nós continuamos apelando às relações, mas tem que ser sem condicionamentos. Têm que ser relações que respeitem o direito do povo cubano da sua independência e soberania», explicou Diaz-Canel.

Fonte: Granma

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