Turismo cubano pronto para o recebimento de 5 milhões de visitantes

O ano 2017 encerrou com um favorável crescimento de 16.2% na chegada de visitantes internacionais, ultrapassando em muito a média do Caribe e, continua a ser o principal agente dinamizador da economia cubana, para atingir os 5 milhões de visitantes internacionais no presente ano.

A economia cubana cresceu 1.6%. Esse dinamismo concentrou-se no turismo com um crescimento de 4.4%, seguido das comunicações, do transporte e da agricultura

que atingiram um 3.0% e do setor da construção com um 2.8%. Estes crescimentos setoriais foram impulsionados pelo turismo.

Uma olhada no turismo cubano em 2017. Os primeiros meses do ano deram continuidade à taxa de crescimento do ano anterior. O trimestre de janeiro-março teve um acumulo crescimento de 15.4%, quando foram registrados significativos incrementos no turismo de cruzeiros com 54.4%; bem como nas chegadas de visitantes estadunidenses com crescimento de 118.7%, excluindo os 92 932 cubano-americanos que fizeram a viagem pela via aérea. No transcurso do primeiro trimestre foram realizados 3 663 voos diretos dos Estados Unidos, o que representou um crescimento de 150% comparado com igual período de 2016.

No final do primeiro semestre de 2017, o acumulo na chegada de visitantes internacionais em Cuba, mostrou um crescimento de 23% em comparação com igual período do ano anterior. Nesse referente, aprecia-se a contribuição das chegadas de visitantes em navios de cruzeiros com 281 201 chegadas e, crescimentos significativos dos estadunidenses com 348 718 visitantes, se colocando como o segundo mercado relevante após o Canadá, sem incluir os cubano-americanos que contabilizaram 206 797 visitantes.

No decurso dos meses julho e agosto, classificados como baixa temporada, evidenciaram-se crescimentos recordes para o turismo cubano quando comparados com esses próprios meses de anos anteriores. Pela primeira vez o número de chegadas de estadunidenses excede as dos cubanos residentes no estrangeiro (emigrantes), colocando os Estados Unidos como o segundo mercado mais importante para Cuba.

O mês de setembro caracterizou-se pela presencia de fatores exógenos que impactaram de maneira negativa o desempenho das visitas a Cuba; dentre estes, o açoite do furacão Irma, declarações governamentais de Donald Trump relativas às restrições de viagens a Cuba, alertas de viagens pelos governos dos Estados Unidos e Canadá; além das incriminações a respeito dos supostos “ataques sônicos” em diplomatas e suas famílias. Estes acontecimentos ganharam espaços nas agências de notícias e nos meios de imprensa nacionais e estrangeiros. Nesse sentido, os prejuízos ocasionados pelo furacão foram abordados em excesso pela mídia, oferecendo uma imagem exagerada dos danos, que foram interpretados pelos visitantes e operadores turísticos e as agências de viagens como empecilhos para viajar para Cuba no último trimestre do ano, bem como para a celebração das contratações voltadas à alta temporada de turismo.

O mês de outubro mostrou uma ligeira recuperação nas chegadas e fechando no mês de novembro com 321 981 visitantes, para um crescimento cumulativo para o ano de 19.6%; enquanto no mês de dezembro chegaram 433 041 visitantes, evidenciando um decréscimo de 9.3% em relação ao mês de dezembro de 2016.

Um encerramento bem-sucedido no ano que culminou, apesar dos impactos negativos dos últimos meses, o turismo cresceu na chegada de visitantes em 16.5%, excedendo a média do Caribe; enquanto as rendas associadas ao turismo incrementaram-se um 10.5%.

Entre as principais modalidades, o turismo de cruzeiro tributou um crescimento total de 166.7%, com 587 000 passageiros e 150 000 tripulantes; o que coloca a Cuba como um dos principais destinos de cruzeiros no Caribe. Para isso, acrescenta-se o recente anúncio das três principais companhias de cruzeiros no Caribe: Carnival, Royal Caribbean e Norwegian Cruises Lines, de realizarem 286 atracações em portos cubanos até 2019, contribuindo com a chegada de 455 000 passageiros.

Em 2017, todos os mercados emissores tiveram notáveis incrementos: Itália (19%); França (12%); Espanha (11%); Reino Unido (5,6%); México (8,1%); Argentina (5,1%); Rússia (62%); China (13%); Brasil (56%) e Estados Unidos (117,8%), este último com 620 000 visitantes.

A chegada de aproximadamente 4 690 000 visitantes e o reconhecimento da Ilha como destino turístico seguro, representam os signos de consolidação de Cuba como um dos principais destinos do Cariba.

A temporada alta de turismo começou em 15 de novembro com o anúncio da inauguração

de novos hotéis, além da rede hoteleira existente e totalmente recuperada, que representa 68 000 habitações em 382 hotéis, destes 88 geridos por 20 redes hoteleiras internacionais. Além destas ofertas de alojamento e serviços são acrescentados 24 400 habitações em casas de arrendamento e mais de 1700 restaurantes privados (chamados de paladares); demais de milhares de lanchonetes de fast food.

Para o ano 2018, a política do turismo considera a diversificação intensiva e abrangente da oferta, encaminhada ao turismo cultural, histórico e patrimonial; de natureza em todas suas modalidades; a náutica esportiva e de lazer; de golfe; de cruzeiros e; o urbano em todas as cidades cubanas com valores e atrativos tradicionais. Tudo isto junta-se para receber 5 milhões de visitantes internacionais no ano, provavelmente com mais chineses e europeus e, menos estadunidenses.

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